terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Árvore salgada

À sombra da árvore salgada eu sentei.
O choro arvorava segredos.
Sentei, e fiquei.
Cascastas borbulhantes de sal despencaram das folhas
E o silvo da clorofila calou meus olhos vendados.
Havia paz, e febre.
Adormeci molhado de orvalho salgado
E ceei o despencar da noite na sombra da árvore.

Segredos despencados, furtivos.
Silêncio de penumbra.

2 comentários:

Alex Pinheiro disse...

Culpa!
"Crucifica-o!" (rs)
...
Quando escrito sobre o silvo da clorofila tentei aqui um exercício metafísico,,, me fez em desconforto...

Bela escrita,

Abraços e salobras invenções!

Rubens da Cunha disse...

belo começo de ano.
excelente poema.
abraços